sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Tempestade...





Lágrimas rolaram
Tempestades se derramaram sobre meu coração
Turbilhões de pensamentos
Hipóteses, variáveis, conclusões


Tudo ocorreu de forma voraz e absoluta
De um tudo, ficou o nada
E assim como no fim das tempestades
Meu coração vive hoje o silêncio desse fim.


Gotas rolam pelas flores
Chão úmido, janelas embaçadas
E o sossego reinando absoluto


Esse silêncio não me imprime sensações
Não incute o desejo de entender o que aconteceu
É apenas o silêncio...

Algo além disso pra provocarem as tempestades?
Talvez um pedacinho de esperança
A quimera de que as coisas fiquem no lugar
A expectativa de ordem

Tempestades revolucionam
Mas quando cessam, acalmam os corações aflitos
Lava a alma, livra o espírito dos incômodos
Levam em suas enxurradas tudo
E cede espaço ao novo, ao recomeço

Que esse dilúvio que passou em mim leve tudo consigo
E me dê a chance de recomeçar
Como uma fênix que renasce das próprias cinzas
Utilizando minha essência para me refazer
Me dando a oportunidade de ser nova
Sem me esquecer do que realmente sou...

Um comentário:

trovador disse...

ahh...Que Lindo poema!!

Sabe, eu não sei que tempestade que te aflige... Mas saiba que depois da tempestade a floresta sempre se reconstitui, sempre fica mais verde, mais flores. As sementes de um novo mundo são espalhadas pelo mesmo vento que destrói o antigo... A dor sempre ensina, de uma maneira horrivel, mas ensina, nos fortalece, não é?

Só saiba que depois de sofrer, vai ficar mais forte, mais divina do que é. Ter isso em mente vai diminuir seu sofrimento.

Au revoir ma cheri o/
De seu menestrel na arte da dor

O Trovador.