terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Crenças...




Descartes, em seus pensamentos, defende a existência de Deus como o único fato certo.


Concordo com ele em gênero, número e grau.
Tudo é contestável.


Cremos nas pessoas.
Eu acreditei em uma pessoa
Ou acreditei em uma ilusão?

No primeiro momento em que precisei dessa confiança
Uma leve brisa foi o suficiente para pôr tudo abaixo


Constatação:
Não passava de um sonho
Que tinha como base areia
E que desabou na primeira brisa que soprou.

Nessas horas, a confiança que prevalece é apenas uma
A confiança em Deus...
Ele me sustenta e me ajuda a levantar quando eu caio
Da mesma forma que fez agora.


Tá difícil reconstruir, varrer a areia, limpar os vestígios
Qualquer música, foto, fato
Traz novamente a vontade de confiar...
Mas a dor é maior

E confiança é como um frágil cristal
Uma vez quebrada
Pode-se até tentar remendar
Mas nunca voltará a ser a mesma.

Por isso eu não creio mais
O anel era mesmo de vidro
Por mais que eu quisesse que fosse de diamante.

Por isso, tudo aos meus olhos está questionável
E até o mais sólido dos fatos
Ganha minha dúvida.

Nesse mar de crenças e descrenças
Quase nada prevalece
Além da fé naqueles que eu cresci ouvindo
E naquele que me criou, que me dá a vida
E que nunca mentiria pra mim...
Só a fé em meu Deus resta.

Mas ela é suficiente pra tentar reconstruir
Esse frágil elo
Entre os que merecem minha confiança
Mas não a tem
Por causa de alguém
Que derrubou o castelo
E quebrou o anel

Um comentário:

trovador disse...

Bonjuor!!
Nossaa...Adorei seu blog!
Adorei de verdade!

Passarei mais vezes, e lerei tudo \o/

Au revoir...