Mostrando postagens com marcador crenças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crenças. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Exorcismo...


Não...

Não quero mais a mesma história de sempre...
Que se danem os nós
Os amores incipientes
A solidão inóspita
Os cuidados excessivos

Não quero mais contos de fadas...
Nada de príncipes encantados
Sem abóboras
Sem varinhas de condão
Sem sapatinhos de cristal


Quero sentir nas veias
A emoção de cada beijo
A sutileza de cada toque
O desejo contido em cada abraço


Quero correr o risco
De me ferir
De errar
De machucar
Mas também de acertar
De viver
De amar
De ser feliz
Nem que seja por poucos segundos...


Chega de redomas de cristal
Impedindo que a vida me toque e me dê o seu melhor e o seu pior
Chega de versos ritmados
Quero que as palavras sejam ditas conforme minha alma as pronuncia


Quero ir de um extremo ao outro
Provar os venenos e os néctares
A santidade e o pecado
A escuridão e a luz
Sem me preocupar com o quanto isso pode doer
E o preço que terei que pagar...


Quero o ar tomando conta do meu peito
O vento arrepiando a minha pele
A chuva lavando a minha alma
As sensações tomando conta do meu mais íntimo ser...


Quero os espinhos das rosas me ferindo
O sol queimando o meu corpo
O silêncio me fazendo companhia


Que as correntes se rompam
Que os paradigmas se quebrem
Que os muros caiam
E que a vida se faça presente...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Crenças...




Descartes, em seus pensamentos, defende a existência de Deus como o único fato certo.


Concordo com ele em gênero, número e grau.
Tudo é contestável.


Cremos nas pessoas.
Eu acreditei em uma pessoa
Ou acreditei em uma ilusão?

No primeiro momento em que precisei dessa confiança
Uma leve brisa foi o suficiente para pôr tudo abaixo


Constatação:
Não passava de um sonho
Que tinha como base areia
E que desabou na primeira brisa que soprou.

Nessas horas, a confiança que prevalece é apenas uma
A confiança em Deus...
Ele me sustenta e me ajuda a levantar quando eu caio
Da mesma forma que fez agora.


Tá difícil reconstruir, varrer a areia, limpar os vestígios
Qualquer música, foto, fato
Traz novamente a vontade de confiar...
Mas a dor é maior

E confiança é como um frágil cristal
Uma vez quebrada
Pode-se até tentar remendar
Mas nunca voltará a ser a mesma.

Por isso eu não creio mais
O anel era mesmo de vidro
Por mais que eu quisesse que fosse de diamante.

Por isso, tudo aos meus olhos está questionável
E até o mais sólido dos fatos
Ganha minha dúvida.

Nesse mar de crenças e descrenças
Quase nada prevalece
Além da fé naqueles que eu cresci ouvindo
E naquele que me criou, que me dá a vida
E que nunca mentiria pra mim...
Só a fé em meu Deus resta.

Mas ela é suficiente pra tentar reconstruir
Esse frágil elo
Entre os que merecem minha confiança
Mas não a tem
Por causa de alguém
Que derrubou o castelo
E quebrou o anel