domingo, 28 de setembro de 2008

De olhos fechados


De olhos fechados
Vejo o que os olhos não podem ver...

Desejos exacerbados
Sentimentos acobertados
Corações acelerados...

Ao fechar os olhos
Os sabores ficam mais deleitosos
Os aromas mais apetitosos
Os toques mais eriçantes...

Os céus chegam mais perto
O sol aquece sem queimar
A água refresca sem gelar
O cosmos ganha ares incertos...

De olhos fechados
Posso alcançar o infinito
Viver os sonhos mais inóspitos
Tocar o fundo dos espíritos...

Mergulhar nas mais profundas incertezas
Desvendar mistérios
Descobrir novas formas de beleza
Através de um simples gesto...

Permitir que meus olhos percebam
O que sozinhos eles não conseguem...

2 comentários:

Thais Michele Rosan disse...

Nossa, PARABÉNS!!!!

Amei o poema, maravilhoso, uma obra de arte!!!!

Entrei em seu infinito!!!

Continue assim, que vc vai longe!

Beijos

improper mind disse...

Encontrei este seu blog na comunidade de escritores no orkut. Estou gostando muito! Já estou lendo alguns textos, mas voltarei mais vezes pois você tem muito material aqui, desde 2007. Este seu poema, em especial, achei muito bem feito. Parabéns!

Gostaria também da sua opinião no meu blog. Estou postando um conto, será por partes. Como sou iniciante, gostaria de opiniões sinceras. Fique à vontade se quiser passar por lá.

Beijos e sucesso!