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segunda-feira, 3 de março de 2008

As flores que eu não ganhei...



Nunca ganhei flores...

De todos os meus amores
De todos os meus sofrimentos
De todos os meus encantos
De todos os sentimentos...
Não restaram sequer a lembrança do frescor de uma flor

Nem de uma rosa, nem de uma margarida,
nem de uma tulipa, nem de uma orquídea,
nem de um lírio, sequer uma florzinha de jardim...

Nunca soube como é sentir seu perfume
e junto dela a sensação de ser amada...

Não sei por que as mulheres choram quando ganham flores
Não sei por que elas as amam tanto...

Não sei se uma flor é uma prova de amor
ou um simples gesto de carinho...

Não sei se uma flor traz consigo esperança,
auto-estima, singularidade...

Não sei fazer analogia entre flores e amor
entre flores e bem-querer
entre flores e carinho
entre flores e afeição
entre flores e afeição...

O que pode significar uma flor???
Vida???
Melhor seria deixá-las na terra
Para que assim crescessem e florescessem os campos
Para que, vendo seu brilho tivéssemos a inspiração da verdadeira vida
Para que elas tivessem a liberdade de depender apenas do brilho do sol para ter vida...

Deve ser melhor que vê-las murchar num ramalhete...
Isso sim pode significar a ausência de vida
A morte seca, sem água, sem luz, sem a terra fria a sustentar...

Pobres flores
Deve ser por isso que elas são tão presentes na morte
Para que, assim como nosso último suspirar
As flores nos façam companhia em nossa dor...